sábado, 27 de junho de 2009

Professores devem aproveitar tecnologia para prática pedagógica

Os professores devem abrir-se às novas tecnologias e introduzi-las nas suas práticas pedagógicas, para evitar um hiato entre a escola e os alunos, alertou Roberto Carneiro, ex-ministro da Educação de Portugal.

Roberto Carneiro falava a propósito do Foro de Lisboa sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Inovação na Educação, que se realizou em 18 e 19 de junho no Centro de Congressos da capital e no qual participará como moderador.

"É preciso que os professores se abram às novas tecnologias, que não tenham medo delas e as introduzam plenamente nas suas práticas pedagógicas, para que não haja um hiato, como se verifica muitas vezes, entre uma escola analógica, do século XX, e os alunos do século XXI", sublinhou.

O Professor da Universidade Católica Portuguesa considera que "as novas gerações são nativas da tecnologia, nascem já aptas a ela, não são emigrantes como os mais velhos e não têm grande dificuldade no acesso e uso das ferramentas tecnológicas".

"A questão é se usam as tecnologias de forma regrada, de forma sábia, e se as conseguem aproveitar ao máximo numa perspectiva de aprendizagem, para a educação", acrescentou o docente, que criou e coordena uma variante em Comunicação Digital e Interactiva na licenciatura em Comunicação Social da Universidade Católica.

Para Roberto Carneiro, "muitas crianças perdem-se porque não têm capacidade de regulação do esforço ou das horas que passam em frente ao computador e isso torna-se prejudicial à sua aprendizagem".

Enquanto isso, "outras podem aproveitar para aprofundar conhecimentos, para aceder a fontes de informação e para comunicar em redes sociais, pois estas são, cada vez mais, formas úteis e generalizadas de aprendizagem em grupo".

"O Facebook, o Flickr, o Second Life são espaços que vieram revolucionar o modo de estar e de comunicar no mundo", afirmou.

Na opinião de Roberto Carneiro, embora se saiba que "dois terços dos jovens portugueses até aos 18 anos têm um perfil no Facebook ou comunicam regularmente no hi5", ainda se está na "infância da arte" no que diz respeito ao conhecimento do impacto das redes sociais na aprendizagem.

"Em todos os países do mundo - dos Estados Unidos à China, passando por África, pela América Latina e pela Europa - decorrem investigações que visam perceber melhor o que se passa neste mundo novo, digital, em que assistimos à morte da distância e à morte do espaço", indicou o ex-ministro.


Fonte: Agência Lusa (texto adaptado para fins didáticos)

Postado em 27 de junho de 2009 por Joao Jose Saraiva da Fonseca

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