domingo, 9 de agosto de 2009

Web 2.0 Learning Environment: Concept, Implementation, Evaluation

A edição da revista on-line Elearningpapers.info de 30 de junho de 2009, apresenta dois artigos que apresento abaixo:

Web 2.0 Learning Environment: Concept, Implementation, Evaluation

Ambiente de aprendizagem Web 2.0: Concepção, experimentação, avaliação
Marc Rittberger & Ingo Blees


O nosso contributo apresenta e avalia um novo modelo de ambiente de aprendizagem baseado em aplicações Web 2.0. Partimos da premissa que a mudança tecnológica introduzida pelas ferramentas Web 2.0 desencadeou também uma mudança cultural na forma como lidamos com diferentes tipos de comunicação, de conhecimento e de aprendizagem. Na primeira parte do artigo resumimos as respostas dadas pelos especialistas em eLearning que têm a intenção de recorrer às opções criativas disponibilizadas pela Web 2.0 no ensino institucional. Nesta panorâmica teórica introduzimos os conceitos de eLearning 2.0 e de Ambientes de Aprendizagem Personalizada, referindo-nos às suas principais facetas, a autonomia, a criatividade e o estabelecimento de redes, e articulamo-los com o que nos ensina o construtivismo e o conectivismo. Foi a partir destas correlações que chegámos aos requisitos e às componentes funcionais básicas para desenvolver o nosso ambiente de aprendizagem específico Web 2.0.

O ambiente de aprendizagem que apresentamos é constituído por vários componentes (módulos) que são aplicações Web 2.0 bem conhecidas tais como os wikis, os weblogs, os serviços de marcadores sociais e os fluxos RSS. A secção do artigo que descreve a aplicação experimental deste ambiente na Universidade de Darmstadt para as Ciências Aplicadas centra-se no contributo didáctico específico que cada módulo de
aprendizagem trouxe ao ambiente de aprendizagem no seu todo. O artigo explica com maior pormenor o potencial didáctico da plataforma wiki, já que esta serve de módulo integrador (ou de central de aprendizagem) deste ambiente de aprendizagem.

O nosso ambiente de aprendizagem foi testado e avaliado durante o seminário “Software social” que fez parte do curso de Ciências da Informação na Universidade de Darmstadt para as Ciências Aplicadas no ano lectivo 2007/08. O inquérito feito por escrito
revela factos interessantes sobre o êxito da passagem à prática da experiência de aprendizagem Web 2.0 no que respeita à motivação e aos resultados de aprendizagem dos estudantes.

As respostas ao inquérito foram suplementadas pelas observações informais feitas durante o debate final. Com isto em mente, o artigo termina com algumas observações sobre o potencial deste ambiente de aprendizagem em contextos educativos mais latos.





Talent competences in the new eLearning generation Talentos competentes na nova geração de eLearning Sylvia van de Bunt-Kokhuis & Mary Bolger


Quem aprende ao longo da vida e tem talento, seja qual for o seu país – e seja qual for a sua situação económica, social, linguística ou de incapacidade –, goza do direito de cidadania de acesso a um ambiente de aprendizagem em linha de boa qualidade. Este
artigo trata da dinâmica dos postos de trabalho digitais e sobretudo das competências chave (as recomendadas pela Comissão Europeia) para aprender ao longo da vida nestas
circunstâncias. As aptidões referidas abrangem competências digitais e multilingues, e também capacidades sociais e cívicas.

Competência digital quer dizer saber encontrar, seleccionar, ajuizar e avaliar conteúdos em linha de boa qualidade. Desenvolvemos no artigo a natureza da selecção ou filtros de conteúdos, bem como o funcionamento dos motores de busca, a sua estabilidade e as consequências para a recolha de dados. Levamos igualmente em consideração as competências multilingues e as dificuldades com que se confrontam os “talentos” perante a necessidade de comunicar numa ou mais línguas estrangeiras ou locais. Realçamos estudos de caso que analisam os mecanismos de filtragem das línguas minoritárias (eInclusão) assim como os obstáculos com que se deparam os grupos
minoritários para aceder a conteúdos em linha dominados pela língua inglesa.

Para serem bem sucedidos em ambiente digital, os “talentos” necessitam também de alcançar um nível elevado de sociabilização (competências sociais). A comunicação “virtual” é muito diferente das interacções do “mundo real”, e assinalamos
aqui alguns dos problemas inerentes à comunicação virtual. Para garantir que os “talentos” desenvolvem todo o seu potencial no posto de trabalho digital, é preciso trabalhar e conciliar os factores relativos aos diferentes dilemas sociais e culturais. A nova geração da aprendizagem precisa também de estar equipada com
as competências para “participar plenamente na vida cívica” (competências cívicas). Também reflectimos sobre a importância de conceder igualdade de oportunidades a todos os cidadãos europeus (incluindo os grupos minoritários). No que toca às incapacidades ou deficiências, salientamos a necessidade duma tecnologia que venha resolver melhor as questões de acessibilidade aos postos de trabalho.

Em conclusão, recomendamos mais pesquisa comparada, rapidamente dada a urgência, para conseguir a inclusão dos “talentos” (inclusive os portadores de deficiência) no contexto multicultural em linha dos nossos dias.




Postado em 09 de agosto de 2009 por Joao Jose Saraiva da Fonseca

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