sábado, 3 de janeiro de 2009

A sala de aula do futuro

O Carnegie Mellon's Entertainment Technology Center desenvolve um projeto designado "Classroom of the Future".

Na apresentação do projeto pode-se ler:

"The modern education system has not changed much in the past 50 years. Our Goal is to create an environment where “digital natives” have the ability to have the ability to experience education instead of watching it. We will develop a hardware and software strategy that will allow others to create immersive digital content that captures the students’ attention".


No âmbito do projeto, foi criado um demo do que se espera poder vir a ser a evolução da sala de aula no futuro próximo.

Para acessar, clique aqui.


No Brasil será possível em breve utilizar alguns desses recursos




A propósito da sala de aula do futuro a Revista Época publicou um especial sobre a sala de aula do futuro, que apresenta como sendo ao mesmo tempo, sala de aula, biblioteca, laboratório de ciências, sala de artes e laboratório de informática.

O especial da Revista Época pode ser lido clicando aqui.

Uma coisa é certa, atendendo à minha experiência pessoal, de nada servirá ter a sala de aula com ferramentas tecnológicas, se elas continuarem a ser usadas de modo incorreto.

A diferença está no professor, nos alunos e na exigência dos pais e da comunidade.

No mesmo especial da Revista Época, é apresentado um quadro comparativo entre Escola tradicional versus Escola inteligente


A escola tradicional

O professor - Passa a maior parte do tempo explanando sobre a disciplina, falando e fazendo anotações no quadro-negro

O aluno - Fica em silêncio, ouvindo as explanações do professor e fazendo anotações em seus cadernos

A disposição da sala - O professor permanece em pé, diante dos alunos, junto ao quadro. Os alunos ficam sentados em carteiras individuais, separados em fila

As atividades - Além de ouvir a lição do professor, o aluno responde a perguntas ou faz exercícios em livros e cadernos. As atividades práticas ficam condicionadas a horários e locais predeterminados


Recursos pedagógicos - Em classe, são utilizados cadernos, livros, quadro-negro e mapas, slides etc. Para usar outros recursos, os alunos costumam vão (em horários e dias específicos) para laboratórios de informática ou ciências, ou para uma sala de artes

O tempo - O ensino é restrito ao horário escolar, isto é, à duração das aulas. Quando deixa a escola, o aluno estuda por conta própria ou completa uma tarefa elaborada previamente pelo professor


A escola inteligente

O professor - Na maior parte do tempo, propõe problemas para os alunos, coordena debates e orienta as pesquisas dos estudantes. Resume a aula expositiva ao mínimo necessário

O aluno - É desafiado constantemente a solucionar problemas, pesquisar, criticar e debater temas ligados à disciplina. A conversa entre os colegas não só é permitida como estimulada

A disposição da sala - O professor fica circulando entre os alunos, verificando o andamento dos debates ou da pesquisa, tirando dúvidas e dando orientações. Os alunos sentam-se em mesas de três lugares para estimular atividades em grupo

As atividades - Os estudantes assumem o papel de pesquisadores, em vez de ouvintes. Passam a maior parte do tempo buscando respostas, debatendo e avaliando o trabalho de outros colegas

Recursos pedagógicos - Na mesma sala, há computadores, material de laboratórios de ciências e recursos da sala de artes. O professor pode estimular os alunos a encontrar um tipo de relevo num programa de mapas na internet e sugerir que eles reproduzam aquele tipo de terreno utilizando material como papel, massa e tinta

O tempo - A aprendizagem não se limita à escola. Pela internet, em qualquer horário, o estudante pode participar de chats ou fóruns com os colegas, acessar materiais elaborados pelo professor e publicar o resultado de seus próprios estudos

Para finalizar esta reflexão sobre a sala de aula do futuro, proponho que assistam aos vídeos.

Education Today and Tomorrow




Tecnologia e Metodologia - Não basta entupir a sala de recursos tecnológicos se não existir uma projeto pedagógico que proporcione a mudança.




Postado em 3 de janeiro de 2009 por João José Saraiva da Fonseca

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